Monday, May 18, 2009

MARIO BENEDETTI

Um pensamento de Mario Benedetti
Gosto das pessoas que vibram, que não ha que empurrá-las, que não se precisa dizer o que fazer, se não que sabem o que se tem que fazer e o fazem.Eu gosto das pessoas justas com a sua gente e consigo mesmas, mas só aquelas que compreendem que somos humanos e que podemos nos equivocar(...)

Monday, May 04, 2009

MAIO 1968 - FLORES E FUZIS

É sempre bom lembrar que o mundo faz aniversário em Maio.

Flores
Fuzis

Mas, "a felicidade é uma idéia nova".

Sunday, May 03, 2009

AS CASAS DA RUA LOPO GONÇALVES


QUALQUER AMOR JÁ UM

POUQUINHO DE SAÚDE,

UM DESCANSO NA LOUCURA

Guimarães Rosa

VERÍSSIMO


NA MINHA OPINIÃO, EXISTEM DUAS CATEGORIAS PRINCIPAIS DE VIAJANTES: OS QUE VIAJAM PARA FUGIR E OS QUE VIAJAM PARA BUSCAR

Saturday, March 21, 2009

Se vai tentar siga em frente. CHARLES BUKOWSKI -

Se vai tentar siga em frente.

Senão, nem começe!

Isso pode significar perder namoradasesposas, família, trabalho...e talvez a cabeça.

Pode significar ficar sem comer por dias,

Pode significar congelar em um parque,

Pode significar cadeia,

Pode significar caçoadas, desolação...A desolação é o presente.

O resto é uma prova de sua paciência,do quanto realmente quis fazer.

E farei, apesar do menosprezo.

E será melhor que qualquer coisa que possa imaginar.

Se vai tentar,Vá em frente.

Não há outro sentimento como este.

Ficará sozinho com os Deuses.

E as noites serão quentes.

Levará a vida com um sorriso perfeito.

É a única coisa que vale a pena.



O amor é uma espécie de preconceito. A gente ama o que precisa, ama o que faz sentir bem, ama o que é conveniente. Como pode dizer que ama uma pessoa quando há dez mil outras no mundo que você amaria mais se conhecesse? Mas a gente nunca conhece.
"um bom poeta pode fazer uma alma despedaçada voar."

há um pássaro azul no meu coração que quer sair mas eu sou demasiado duro para ele,e digo, fica aí dentro,não vou deixar ninguém ver-te.há um pássaro azul no meu coraçãoque quer sairmas eu despejo whisky para cima dele e inalo fumo de cigarros e as putas e os empregados de bar e os funcionários da mercearia nunca saberão que ele se encontra lá dentro.há um pássaro azul no meu coração que quer sair mas eu sou demasiado duro para ele,e digo, fica escondido,queres arruinar-me?queres foder-me o meu trabalho?queres arruinaras minhas vendas de livros na Europa?há um pássaro azul no meu coração que quer sairmas eu sou demasiado esperto,só o deixo sair à noite por vezes quando todos estão a dormir.digo-lhe, eu sei que estás aí,por issonão estejas triste.depois,coloco-o de volta,mas ele canta um pouco lá dentro,não o deixei morrer de todoe dormimos juntos assim com o nosso pacto secreto e é bom o suficiente para fazer um homem chorar,mas eu não choro, e tu.

"Não sei quanto às outras pessoas, mas quando me abaixo para colocar os sapatos de manhã, penso, Deus Todo-Poderoso, o que mais agora?


O amor é uma espécie de preconceito. A gente ama o que precisa, ama o que faz sentir bem, ama o que é conveniente. Como pode dizer que ama uma pessoa quando há dez mil outras no mundo que você amaria mais se conhecesse? Mas a gente nunca conhece

Thursday, March 19, 2009

PRUDÊNCIA X LOUCURA

ACRESCENTE À TUA PRUDÊNCIA

UMA GRAMA DE LOUCURA.




HORÁCIO

Saturday, February 21, 2009

EL RITMO - OCTAVIO PAZ

Las palabras se conducen como seres caprichosos y autónomos. Siempre dicen "esto y lo otro" y, al mismo tiempo, "aquello y lo de más allá". El pensamiento no se resigna; forzado a usarlas, una y otra vez pretende reducirlas a sus propias leyes; y una y otra vez el lenguaje se rebela y rompe los diques de la sintaxis y del diccionario. Léxicos y gramáticas son obras condenadas a no terminarse nunca. El idioma está siempre en movimiento, aunque el hombre, por ocupar el centro del remolino, pocas veces se da cuenta de este incesante cambiar. De ahí que, como si fuera algo estático, la gramática afirme que la lengua es un conjunto de voces y que éstas constituyen la unidad más simple, la célula lingüística. En realidad, el vocablo nunca se da aislado; nadie habla en palabras sueltas. El idioma es una totalidad indivisible; no lo forman la suma de sus voces, del mismo modo que la sociedad no es el conjunto de los individuos que la componen. Una palabra aislada es incapaz de constituir una unidad significativa. La palabra suelta no es, propiamente, lenguaje; tampoco lo es una sucesión de vocablos dispuestos al azar. Para que el lenguaje se produzca es menester que los signos y lo sonidos se asocien de tal manera que impliquen y transmitan un sentido. La pluralidad potencial de significados de la palabra suelta se transforma en la frase en una cierta y única, aunque no siempre rigurosa y unívoca, dirección. Así, no es la voz, sino la frase u oración, la que constituye la unidad más simple del habla. La frase es una totalidad autosuficiente; todo el lenguaje, como un microcosmo, vive en ella. A semejanza del átomo, es un organismo sólo separable por la violencia. Y en efecto, sólo por la violencia del análisis gramatical la frase se descompone en palabras. El lenguaje es un universo de unidades significativas, es decir, de frases.

Friday, October 24, 2008


Bruno e Ivone e um bom café no intervalo das atividades da Feira do Livro

Wednesday, October 15, 2008

DIA DO PROFESSOR ou apenas um calendário na parede

DIA DO PROFESSOR ou apenas um calendário na parede.




A palavra calendário é de origem latina, calendarium ou livro de registros, os romanos denominaram calendae, o primeiro dia do mês. Como a maioria das palavras no nosso idioma, calendário é polissêmica, isto é, tem vários sentidos tais como um conjunto especial de eventos planejados.
Nós professores lidamos cotidianamente com datas, números, eventos, planilhas, registros que muitas vezes a nossa primordial tarefa de ensinar se perde no entrevero de livros de freqüências, dos conceitos, as infrequências, das incompreensões e das imprevisões orçamentárias, especialmente às pertinentes aos nossos salários, uma palavra também origem latina. Salário vem de sal, moeda de troca.
Escolheram para nos homenagear o dia 15 de outubro, um dia que alguém escolheu entre os muitos constantes nos livros de registros. Como os índios, os trabalhadores, as mães, os pais, as crianças, as secretárias, mais recentemente os avós e os amigos, todos os dias são iguais para os professores, exceto 15 de outubro.
O Elton Oliveira, um profissional remomado, um ex-aluno muito especial, na sua imensa generosidade me enviou um poema que transcrevo uma estrofe:
“Ser Professor É trabalhar em grande mutirão lançando as primeiras bases que transformarão idéias em projetos executados em terra firme ou em imensidão.”
Realmente, ensinar é tarefa coletiva que exige um grande mutirão, são “todas las manos, todas” como na canção da Mercedes Sosa. Lançar as primeiras bases buscando transformá-las em idéias e executar projetos em imensidão vai muito além de 15 de outubro ou de um mero registro ou ainda de uma folhinha na parede .
Sem exagero é a antevisão do paraíso!
Obrigada Elton, foi muito bom ter tido você como aluno e vida longa para os projetos que construímos juntos. .
Ivone Bengochea.
www.pensareedu.com




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Tuesday, January 08, 2008

NOMES Moacir Scliar

08 de janeiro de 2008
Moacyr Scliar
Nomes
Há uns três anos, viajamos a Boston, onde eu tinha de dar uma conferência. A viagem correu bem, mas, quando chegamos, tivemos uma desagradável notícia: a bagagem se extraviara. No balcão da companhia deram-me um número de telefone e pediram para ligar no dia seguinte. Atendeu-me alguém que se identificou como Simon (pronúncia: Saimon), mas que não era uma pessoa: tratava-se de um programa de computador, formulando questões às quais eu deveria responder: lugar de origem, número do vôo etc. Simon era tão educado quanto um robô pode ser, mas levou dias até que a bagagem aparecesse. Resultado: fiquei com um trauma em relação ao nome Simon. Assim vocês podem imaginar qual foi a minha reação quando, precisando de uma informação, liguei para a TAM e ouvi, do outro lado: "Aqui quem fala é o Saimon". Pensei que estava sofrendo de um delírio paranóico, mas não, o funcionário chama-se mesmo Saimon. Ao contrário de seu homônimo americano, foi muito gentil e prestativo, resolvendo o meu problema. Cheguei a uma conclusão: quando Simon vira Saimon as coisas (com perdão do nosso grande Pedro Simon) melhoram muito.
***
Nomes que condicionam destinos. O Dr. René Guedes da Luz Filho lança luz sobre o assunto mencionando o nome de um veterinário chamado Dr. Cação. Só não consegui descobrir se ele é ictiólogo, acrescenta o Dr. René. O Ramão Marques (Caxias do Sul), fala em uma senhora Leda Penteado, que é cabeleireira. O Sergio Aguinsky apresenta-nos um automobilista alemão que se chama Frank Biela. O Jorge Olintho Pires diz que há um médico anatomista de sobrenome Tirapele. O Dr. Geraldo da Camino, conhecido jurista, lembra o nome do promotor mineiro que investigou a fraude do leite: Cristiano Cassiolato. Numa área similar, a dos nomes que causam constrangimento, o Dr. Nelson Nascimento, advogado, diz que existe uma moça chamada Vaselina Modes (sic). O Sergio Thomas, que é gaúcho e mora em Natal, viu, num supermercado, o nome da garota do caixa, Jonhyevelita. A Rosiléia Germann conta como nasceu seu nome: "A sugestão veio de um amigo dos meus irmãos, provavelmente fã da Jovem Guarda: Rosiléia = Rosemary + Wanderléa". O Cleber Zanatta cita outros nomes estranhos: Deyverson (que é filho da Ilvaniana), Anny Christine e Bryan Rodrigues Rodrigues (isto mesmo, dois Rodrigues).
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Tenho recebido numerosos e-mails de leitores cultos e inteligentes (não raro ilustres). Respondo a todos, mas gostaria de ter divulgado o conteúdo de suas mensagens, o que, por falta de espaço, não foi possível. Registro, no entanto, alguns nomes (incluindo, como vocês podem ver, gente mui ilustre), com votos de um feliz 2008: José Diogo Cyrillo da Silva, Pedro Antonio, Hique Gomez, Laís Legg, Fabiola Cacciatore, Rogério Gomes, Anelise Branchi, Andrea Motta Marquardt, Jairo José Bratfisch, Neide Maria LaSalvia, Flavio Kapczinki, Maria Angela Otta, Asa Heuser, Betty Barcellos, Carlos Arce, Nelmo Madke, René Guedes da Luz Filho, Franklin Cunha, Ivone Bengochea, Carlos Soares, Ramão Marques, Simone Assumpção, Carlos Ferrarini, Nelson Silveira do Nascimento, Luis Fonseca, Sergio Thomas, Mozart Carvalho, João Carlos Heberle, Rosi German, Cleber Zanatta, Sérgio Aguinsky, Iberê G. de Freitas, Lauro Dieckmann, Claudio L. Eizerick, Carlos Steiner, Gilberto Schäfer, Marcelo Sperling, Paulo Souza, Gustavo Alencastro da Costa, Almir Nery, Klaus W. Brodbeck, Paulo Fogaça, Lea Japur, Eliezer Winkler, Salésio Medeiros, Paulo Roese, Esmeralda Kiefer, Olintho Pires, Victor Stepansky, Claudia Rocha, Mayra De Seta, Verônica Baumhardt, Juliana Predebon, Julia R. de Souza. Obrigado, amigos!

Friday, September 21, 2007

SOBRE LIVROS E CORRENTES

UM TEMPO PARA NÃO ESQUECER

Ivone Bengochea
[1]
Se há tempo para tudo debaixo do sol, como apregoa o texto bíblico, deve haver um tempo para não esquecer que a terra gira em torno do sol. Muitos ainda pensam que a terra é centro do mundo, não obstante a chuva de informações a respeito e o martírio de Giordano Bruno. Pior, muitos acham que o mundo gira em direção aos seus umbigos e, consequentemente eles são o umbigo do mundo.
Não somente os poderosos pensam assim. Aliás, os poderosos do mundo podem pensar assim. Eles são poderosos e ponto final, pelo menos até o próximo parágrafo. O problema são os que se pensam poderosos com seus discursinhos decorados e acorrentados pelas suas pretensas e difusas ideologias. Ideologias que não passam pelo crivo de uma sentença indignada do velho Marx. Qual ideologia meu bem? Aquela que eu preciso para viver? Ou por aquela que eles professam e não sabem a razão? Uma oficina sobre a Grécia Antiga é um perigo, os gregos são perigosos e não se coadunam ideologicamente com os contemporâneos líderes dos professores..
Alguém disse que “a glória não paga nada e extingue-se.” Certamente os antigos sabiam disso, os contemporâneos são pagos e exaltam-se, mesmo que sejam extintos. Como extinguiram a biblioteca da nossa entidade de classe e a trocaram por uma tímida sala de leitura, sob alegação de estorvo no espaço físico, e a pouca procura. Os livros, especialmente para a maior entidade da América Latina que congrega professores e funcionários de escola, – ou o politicamente correto trabalhadores em educação –, não deveriam nunca estorvar os dirigentes sindicais e seus associados.
No barraco da associação dos garis, em São Paulo, os livros não são estorvos, são bem-vindos, são lidos. No CIP Carlos Santos, em Porto Alegre, onde estão os meninos encarcerados, cumprindo medidas sócio-educativas, existe uma biblioteca e os meninos, mesmo encarcerados lêem e são incentivados a ler. No bairro operário das Rocas, em Natal, há um humilde pescador que coleciona livros, empresta para os vizinhos e doa para as crianças que o procuram. Nos pobres barracos e no bairro humilde potiguar os livros não incomodam.
No sexagenário e combativo CPERS-Sindicato os livros estorvam, incomodam e precisam ceder os espaços e salas para as múltiplas correntes ideológicas que permeiam os nossos lideres. Nossa entidade está acorrentada sim e as correntes aprisionam. Uma prova do aprisionamento nos elos do dogmatismo é o silêncio sobre o julgamento do presidente do Senado Federal ou sobre a não inclusão da Filosofia e da Sociologia nos currículos das escolas estaduais, apesar de aprovada pelo Conselho Federal de Educação no ano passado. Aulinhas de Filosofia e Sociologia são complementos já disse uma proeminente líder classista, na última greve. Provavelmente a história não a absolverá, as lideranças passam, a história continua com a ética ainda precisando sair das retóricas discursivas.
[1] Professora de Filosofia no ensino médio e universitário, coordenadora do PENSARE

BIBLIOTECA DO FORUM MUNDIAL


BRUNO E IVONE NO CENTRO ERICO VERÍSSIMO


Thursday, September 20, 2007

AS PALAVRAS

AS PALAVRAS SE DISTENDEM/ ESTALAM E MUITAS

VEZES SE QUEBRAM.


T. S. Eliot ( 1888-1965), poeta norte-americano, naturalizado inglês.